ibeia-motion-reels
Take de câmera falada → reel com gráficos, transições e SFX, em HyperFrames.
Não é slide animado com o vídeo atrás. É edição: o take é cortado em beats, e a cada beat o quadro troca entre apresentador e gráfico.
→ Leia referencia/leis.md antes de escrever a primeira linha. São 14 leis, cada uma
nascida de um erro que custou uma rodada de render. As três que mais decidem o resultado:
- O teto não é efeito, é quantidade de beats. 4 cenas em 15s dá 0,07 evento forte por segundo. Reel de verdade fica em 0,7–1,0. A conta é feita antes de desenhar qualquer coisa.
- Corte de câmera é de graça e não é zoom. Um take vira 6 planos trocando o crop. Planos que diferem por POSIÇÃO são corte; por ESCALA lêem como zoom e cansam.
- Nada de texto para ler. Título, tag, carimbo e kicker competem com a legenda e a legenda ganha. Só nome de marca e o que o próprio componente exige.
A ordem
- Contrato de arte → escreva o
frame.mddo projeto (parta dereferencia/frame-exemplo.md). É o que evita dirigir frame a frame: cores, raios, tipografia, componentes e a lista de rejeição. O agente executa o contrato. - Medir o rosto →
engine/rosto.py. O envelope real decide se o gráfico cabe como overlay ou precisa ser takeover de tela cheia. Nunca chute isso. - Transcrever → word-level. Os beats se ancoram em palavra falada, não em números redondos.
- Mapa de beats →
referencia/beats.md. Um corte a cada 1–1,5s, alternando apresentador e gráfico. Escreva a tabela ANTES do HTML. - Componentes →
referencia/componentes.md. Para cada coisa que você ia escrever na tela, qual componente ilustra. - Montar →
template/.template.html+gerar.pyproduzem oindex.htmlcom os logos injetados. - Verificar →
referencia/verificacao.md. Os gates rodam nesta ordem e nenhum substitui o seguinte.
O que é hard rule e o que é escolha sua
Hard rule (está nas leis, não se negocia): a safe zone, a ordem de verificação, a Lei 11 do HyperFrames, o gate de timeline, medir com o instrumento certo, ancorar a legenda pelo rodapé, SFX abaixo da voz na janela da fala.
Escolha sua (pergunte ao dono antes de decidir): o elenco de marcas, a metáfora de cada beat, a paleta, quantos beats de gráfico contra quantos de apresentador, o tom dos SFX. Uma peça boa erra aqui quando o agente decide sozinho.
Os arquivos
| arquivo | quando abrir |
|---|---|
referencia/leis.md | sempre, antes de começar |
referencia/beats.md | ao planejar o mapa de cortes |
referencia/componentes.md | ao substituir um texto por gráfico |
referencia/verificacao.md | depois do primeiro render |
referencia/frame-exemplo.md | como ponto de partida do contrato de arte |
template/template.html | o esqueleto da composição |
engine/* | os medidores; nunca confie num deles sem validá-lo nos dois sentidos |
Peça de referência
template/template.html não é esqueleto vazio: é uma peça inteira de 14,93s, com 13 beats,
23 cues de SFX e o timeline fechado, montada e aprovada. Use-a como exemplo trabalhado —
cada lei tem uma linha correspondente lá dentro. Troque a fala, os beats e os componentes;
mantenha a mecânica.
Aviso que vale por metade da skill
Três vezes, na peça que originou esta skill, o que estava quebrado era o medidor, não o vídeo: o detector de frame parado, a tira de frames, e a medição de SFX. O sinal é sempre o mesmo:
Correção grande que não move o número é defeito do medidor, não correção sem efeito.
Antes de reportar qualquer número, pergunte o que ele mediria se o problema não existisse.


